As vozes, os Beijos e a distância



Ah...
Como senti em mim
Os dedos de tua voz acarinhar
E percorrer minha pele e deixá-la
A cada instante mais arrepiada.

Ah...
Como senti em mim
A intensidade das palavras que
Deliberadamente não disseste e
Permitiste a imaginação percorrer.

Ah...
Como senti em mim
O galopar de teu peito e
Fazer-me esquecer o frio que
Teimava invadir-me naquela noite fria.

Ah...
Como senti em mim
Doces ondas de calor despir
E criar novelos e teias de Amor
Que te procuram sem encontrar.

Ah...
Como senti em mim
O convite silencioso e mordaz
Para encontrar-te e tornar
Vivo este ímpeto de Amar.

Ah...
Como senti em mim
Tão grande ausência que só
A tua chama pode fazer inundar
Em mim teu calor e arrebatar.

Ah...
Em mim, em tí...em nós !!!

Comentários

Anónimo disse…
Delírios ausentes !!!

O que peço à vida
é somente o teu carinho,
a razão em tua mão, num apelo forte e poderoso
em teus olhos que brilham leio a doçura
e confio-me a este grande mar de lágrimas
que desvendo com ternura
e que me desnuda descobrindo o amor
em seu mistério findo

o sabor dos frutos colhidos em tua mente
que num instante, alvo percorro
doces angústias, carícias e medos

e falsos juramentos, volvem-me o nascer
como uma orquídea bela e pura

e não sendo suficiente um oceano,
entre nós para nos separar
num gemido percorro o gesto carente
onde me negas, recusas o silêncio
que persigo com o olhar

haverá quem não ame tão intensamente!
e quem não queira amar-te, sensivelmente!

não desperdices o amor...!!!

se descobres o aflorar
com a naturalidade de um sorriso
esse sorriso que me desperta,
destrói com fúria de tormenta,
essa dor que quero abraçar

deixa-me mostrar-te todo o meu universo
meus secretos desejos e promessas
e todo o meu ser será teu!
tua pele em minha pele desnuda
tua mão tenebrosa, junto à minha
lábios que movem o mesmo sentir
e pronunciam em gestos ondulantes
a palavra; Amor!!!
cristiana disse…
Dois corações solitários!

dois corações solitários
transportam a obreira da paixão
quero escutar tuas angústias e teus medos
e num instante perdido
romperei a inquietude da noite
no gemido de um verso que canto para ti

e, se terna me deito
abres-me o teu coração
como papoilas se abrem ao sol
pois vejo em teus olhos escrito
e leio uma promessa de amor

e não finjas, não és nada forte
o medo e o fracasso, o desejo de viver,
desejas experimentar uma aventura
mas invade-te a dor

e temes deixar que te destruam

não existe oceano que nos separe
nem tão pouco o rumor das ondas
pode apagar o eco da tua voz
que tilinta em mim sem querer

eu! era uma ilha remota antes de te conhecer
e tu! um naufrago em meus braços de amor

não podes fechar-te mais no silêncio
meu coração sangra por ti
porque; simplesmente te ama
desde o dia em que te encontrou

desde o dia em que aprendeu a desfolhar esta página sedenta de paixão!!!
Anónimo disse…
Hostil!!!

Na quietude em tuas gélidas mãos
que acarinham rígidos gemidos
em estátua ondulante de frio
tão hostil de virtude desérticas, íntimas
dos templos incutidos de arame e vidro

Transborda malícia em jangada
quebra a janela já quebrada
parapeito florestal de virgindade


Onde deambula a saudade
hostil de anseios belos
colunas altivas, imóveis
catedrais de ciúme escaladas ao vento

onde desfazes teu íntimo
desértico de raiva por vencer

Rasgas teu ventre colorido
e percorres pecaminosamente
lábios doces de frutos contidos,

Silvestres, amoras agrestes...
crescem lúbricas
em bocas molhadas de querer
adivinhas, desvendas
e descobres na palma...

a alma o que tem por dizer...!
Adryka disse…
Olá amigo, votos de um feliz Natal

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