quinta-feira, abril 21, 2005

Férias

Step by Step Posted by Hello

Imagem construída aqui


Hoje é um dia de aprendizado para mim em áreas que ainda não tinha experimentado:

- Na doença:

Confirmei hoje depois de vários exames a necessidade de uma intervenção cirúrgica que envolve alguns riscos mas sobretudo fiquei a saber que "nunca mais" poderei praticar uma série de desportos e outras actividades de que gosto.

- Na “despedida”:

De uma “amiga” da blogosfera, cuja visita diária ao seu blog me empurrou nesta aventura, que ainda faz sentido e serve de estímulo na minha rotina, apesar do escasso tempo de que disponho.

Em cada uma das situações experimentei um sabor diferente de aprendizado, e para qualquer uma delas sei que o futuro reserva a seu modo um destino diferente, pelo que é importante (demasiado importante) senti-las.

Vou partir em período de férias e recuperar as esgotadas energias e reunir novo ânimo para encarar os desafios que se avizinham.

Até breve. Muito breve.

sábado, abril 16, 2005

Cadeia de Literatura

Foi com enorme surpresa que li o convite da Pecola ao qual procurarei corresponder com lucidez, permitindo que os meus interesses “livrescos” possam revelar um pouco mais sobre a minha “militância” civil.
Sinto-me lisonjeado pelo facto do convite partir de alguém que admiro pela lucidez, clareza, cultura, bom humor, frontalidade e brilhante escrita.


Cadeia De Literatura Posted by Hello



P - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

R – “ Stranger in a Strange Land” , a versão original editada em 1992 (após a morte de Robert A Heinlein), uma vez que a 1.ª edição foi alterada por imposição do editor, devido às cenas de sexo . O idealismo, a condição humana, a forma como as pessoas se relacionam, a hipocrisia, a política e tudo o que diz respeito ao homem e o meio são preocupações que tenho e sempre tive, este livro permite-me acreditar que seremos capazes de transformar. (…)

P - Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?

R – Não . Regra geral o que me arrebata são os ideais e a trama.

P - Qual foi o último livro que compraste?

R – “As Deusas em Cada Mulher – A Deusa Interior” de Jean Shinoda Bolen . Ao mesmo tempo que procuro conhecer-me e compreender-me não esqueço que Elas são para mim uma fonte de vida e esperança, pelo que procuro também conhecer e compreendê-las melhor.

P - Qual o último livro que leste?

R – Voltei a ler “Um estranho em uma terra estranha” .E li de Ana Tortajada “ O grito silenciado”.

P - Que livros estás a ler?

R – “As Deusas em Cada Mulher – A Deusa Interior” de Jean Shinoda Bolen.

P - Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

R – Um livro em branco ; Um livro de poesia (com vários autores); Um livro de ficção (não cientifica); Um livro de Psicologia Humana e Um livro de História Universal .

P - A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Eu gostaria de o passar a duas pessoas que se encontram numa espécie de retiro sabático, e por respeito à opção de retiro temporário não o farei, no entanto de forma discreta o repto também lhes é endereçado .

Assim irei passar este testemunho a três pessoas igualmente especiais:

- Ao meu amigo Luís Pereira , a quem prometi incomodar alguns dias atrás. Com quem costumo manter agudas palavras sobre política, a quem reconheço a necessária clareza e astúcia para dialogar sobre estas coisas.

- À muito especial Cakau, cujas palavras encantam e mensagens tocam com profundidade.Dotada de uma sensibilidade e elegância estética tocantes.Espero perceber melhor em que literatura mergulha.

- À Elma que é uma autêntica caixinha de surpresas. Revela bom humor, astúcia e muita capacidade crítica.

segunda-feira, abril 11, 2005

Esta distância que nos separa

Porque a vida não é compreensível, apesar de todos os sinais que nos dá, eu vou perguntando e quem sabe não estarás por aí á escuta e com sabedoria e vontade de partilhar a tua opinião ... ainda que ambos saibamos ser coisa difícil a adivinhação .

Posted by Hello



Ainda me recordo da primeira vez que te vi.

Sentada naquele enorme sofá azul, olhei-te através do reflexo dos enormes vidros que o escritório ainda têm e fui durante uns bons minutos preparando-me para não tremer a voz ou sentir as pernas demasiado leves.

Dois pares de olhos, fixavam-se em ti e de esguelha sorriam para mim em tom de aviso, eu que os conheço tão bem, adivinhava-lhes o pensamento…

Levantaste-te e sorriste, eu sorri … e por pouco não me sentei. Convidei-te a sair para tomar um café e experimentar uma deliciosa sobremesa!

Conversámos durante uns quarenta minutos e encantei-me para sempre.

Olho para o longínquo passado e noto a distância que nos separa, e pergunto-me se dois ou três detalhes fossem diferentes, de que cor seria a nossa tela?

sexta-feira, abril 01, 2005

UM CONTO

Decidi hoje contar-te esta pequena história, que tu tão rapidamente perceberás e todos compreenderão…


Posted by Hello Olhares


Naquele dia eu não estava especial ou particularmente feliz, não estava e motivos não tinha para a tristeza, era apenas um dia que sucedia a outro.
Caminhava em direcção ao escritório, e como habitualmente, com passo curto, firme e sem pressa olhava os rostos que comigo se cruzavam naquela amálgama.
Aquele lugar como todos os lugares povoados por pessoas, onde os cheiros, cores e vozes se misturam, ( já reparaste como os cheiros e cores me arrebatam ? ) provocou em mim uma sensação de “embriaguez” e pareceu conduzir-me até teus olhos.

Lembro-me de te sentir entrar em mim e eu em ti, sentir o que nunca antes sentira e subitamente não te ver mais e ficar com uma enorme ansiedade (aquela vontade de alcançar algo que causa um frio na barriga, e coloca as pernas e o queixo a tremer).

Podia ter sido uma alucinação, um sonho, mas não foi o caso.

Dias depois numa rua menos movimentada, cruzámo-nos outra vez e sem trocar uma palavra voltámos a trocar cúmplices olhares, desta vez foram olhares de provocação, de puro desafio e incitamento. E eu decidi seguir-te. (...)

A última vez que nos olhámos sem nos tocarmos foi no supermercado, as tuas 3 amigas também olhavam e foi a última vez ....

Não trocámos uma palavra (apesar de as termos pronunciado), não sei o teu nome (não sei se sabes o meu), contudo lembro-me do teu cheiro, da cor de vários centímetros do teu corpo, do toque acetinado da tua pele e sobretudo sinto ainda dentro de mim o teu olhar.

Ainda existirá o ninho que nos acolheu em silêncio ?

Nós sim, e as lembranças também.

O tempo e os tempos

Foi aqui, no tempo Enquanto sorvia o teu silêncio, que Reclinando a cadeira, somei Todos os tempos, que vividos Através da pausa dos sen...