ETERNIDADE



Disseste-me para te esperar,e
Sentado naquele banco de madeira
No jardim da cidade fiquei
Á espera da tua chegada.

Sentado colhia suavemente os
Outonais aromas da folhagem que
Se iam desprendendo e soltando
Enquanto o chão a colhia delicadamente.

Aproximava-se a hora e incontidas,
Mãos e cabeça moviam-se
O coração batia descompassado enquanto
Teus passos em mim não ecoavam.

Subitamente, uma voz falou meu nome
E por entre a folhagem de um arbusto
Ví esconder-se um rosto, que desafiava
A imaginação e o corpo .

Levantei-me e não pude caminhar,
Ouvi-te afastar e dizer :

-Continua, vêm a mim !

Comentários

Anónimo disse…
A ti!
E eu continuo, eu vou a ti! Eu vou...
Quando a saudade dói, eu refugio-me nos passos que demos ao encontro um do outro.
Desvendo palavras que ficaram por dizer.
Tento adivinhar em cada gesto que escondes, o teu sentir, o teu pensar...!
E, como bem querer, quero-te agradar, ver-te sorrir, saber-te feliz!
Mas, não deixas que me aproxime de ti!
E deserta de mim mesma, sufoco distâncias, enquanto sonolenta percorro esperanças mágicas, no florir das tuas mãos que acarinham a longitude do meu ser.

Quando vou dormir, deito e imagino-te a meu lado.
E, na timidez de tuas mãos, afagas-me o rosto com carinho.

E eu, num gesto terno, tão terno... agradeço... simplesmente sorrindo para ti! Sorrindo!!!

Obrigada!
MONALISA disse…
Está-se bem aqui com estas palavas e esta música. Beijoca.

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