
Disseste-me para te esperar,e
Sentado naquele banco de madeira
No jardim da cidade fiquei
Á espera da tua chegada.
Sentado colhia suavemente os
Outonais aromas da folhagem que
Se iam desprendendo e soltando
Enquanto o chão a colhia delicadamente.
Aproximava-se a hora e incontidas,
Mãos e cabeça moviam-se
O coração batia descompassado enquanto
Teus passos em mim não ecoavam.
Subitamente, uma voz falou meu nome
E por entre a folhagem de um arbusto
Ví esconder-se um rosto, que desafiava
A imaginação e o corpo .
Levantei-me e não pude caminhar,
Ouvi-te afastar e dizer :
-Continua, vêm a mim !