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INTEMPORAL (Dia dos Namorados)

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Chorei Porque o tempo me impelia, Porque a saudade e a falta Eram demais quando as sentia. Chorei Porque descobri ser tarde Muito tarde para te amar E ser feliz! Chorei Pelo tempo e pelos sentidos Pelas palavras e gestos Em mim contidos. Chorei Porque a vida teima em ser cruel Porque a solidão me invade, A vitória foge e teimo em ser feliz ! Chorei, mas não choro mais(apenas). Eu luto também !!! Intemporal By Batista Ferreira, in Brasil (1990-1997)

Paixão

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Era manhã de segunda-feira, Um ar perfumado invadia toda a rua, Em cada rosto despiam-se sorrisos Alegres, Sínceros e genuínos. As pessoas cruzavam-se E olhavam-se longa e demoradamente, Por trás das janelas risos se Soltavam e deixavam correr. Uma atmosfera de magia Invadira a cidade e as pessoas. Uma brisa intensa de cores, cheiros e sentidos tomou os Corpos e mentes e os tornou Em parte de sí ...

LÁGRIMAS

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Os espelhos que moram em meu rosto mostram hoje a tua ausência em cada palavra que ficou por dizer e em cada gesto incompleto. Os lábios murchos e secos gritam saudades e choram pedindo que voltes e sem perguntas os alimentes. Os braços, ah , os braços sós e desalinhados estão como a alma, vazios e desejosos de voltar a apertar-te. As mãos, secas e sem brilho não esqueceram a tua maciez, mas não mais tocaram com alegria porque só com a tua pele são felizes. Que queres que te responda : Que sim, que sinto a tua falta e estou pronto para receber-te tão logo estejas preparada para me envolver.

As vozes, os Beijos e a distância

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Ah... Como senti em mim Os dedos de tua voz acarinhar E percorrer minha pele e deixá-la A cada instante mais arrepiada. Ah... Como senti em mim A intensidade das palavras que Deliberadamente não disseste e Permitiste a imaginação percorrer. Ah... Como senti em mim O galopar de teu peito e Fazer-me esquecer o frio que Teimava invadir-me naquela noite fria. Ah... Como senti em mim Doces ondas de calor despir E criar novelos e teias de Amor Que te procuram sem encontrar. Ah... Como senti em mim O convite silencioso e mordaz Para encontrar-te e tornar Vivo este ímpeto de Amar. Ah... Como senti em mim Tão grande ausência que só A tua chama pode fazer inundar Em mim teu calor e arrebatar. Ah... Em mim, em tí...em nós !!!

ETERNIDADE

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Disseste-me para te esperar,e Sentado naquele banco de madeira No jardim da cidade fiquei Á espera da tua chegada. Sentado colhia suavemente os Outonais aromas da folhagem que Se iam desprendendo e soltando Enquanto o chão a colhia delicadamente. Aproximava-se a hora e incontidas, Mãos e cabeça moviam-se O coração batia descompassado enquanto Teus passos em mim não ecoavam. Subitamente, uma voz falou meu nome E por entre a folhagem de um arbusto Ví esconder-se um rosto, que desafiava A imaginação e o corpo . Levantei-me e não pude caminhar, Ouvi-te afastar e dizer : -Continua, vêm a mim !

Eu estou aqui

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Eu tou aqui . Cansado, mergulhado num oceano de pensamentos e Perdidamente exausto e ansioso, mas tou aqui . Espero que o vento me traga novas e arrebatadoras paixões, Abraços, afagos e beijos e neste imenso mar Permitir-me afogar e dizer : Eu tou aqui !!!

Meus olhos ficaram lá...

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A nostalgia invade e inunda-me com imagens e lembranças de um tempo tão longínquo quão saudoso. Imagens, cheiros, aromas, cores e por trás de uma ténue cortina de árvores o Mar, a restinga ... Tão longe e tão perto...