Amei Você,
na cama, no céu, na luz da vida
e em todos os demais sonhos
que a ternura criou !
Amei você,
com amor, com carinho
com tudo aquilo
que os filmes de amor teêm !
Amei você,
no limite, sem limite e
permiti que todas as leis naturais
nada mais fossem
que limites, sem limite, pra nós dois !
Amei você,
no medo da solidão,
no silêncio das minhas ansiedades,
na ternura de meus pensamentos,
e na ilusão de minha existência !
Amei você,
sem querer te amar,
sem ter que te amar,
sem me obrigar a te amar,
sem julgar te amar e
sem perceber
que realmente te amava !!!
Jorge Joaquim Semião d'Alencar
18 de Fevereiro de 1993
Renovação... (...o sol nasce todos os dias, aproveitar o ensejo e renovarmo-nos também )
quarta-feira, dezembro 15, 2004
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Águas de Março
(Em memória de um poeta maior da língua Portuguesa)
António Carlos Jobim (clique para ouvir)
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira.
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira.
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho.
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama.
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
António Carlos Jobim (clique para ouvir)
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira.
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira.
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho.
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama.
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de Março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
quarta-feira, dezembro 01, 2004
BLACK OUT

Foto retirada aqui :http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/estudomeio/sapucai/depoimentos.htm
Tarde muito tarde na vida, soletro os sons do mundo
E tal garoto do mundo embriagado me atormento
Buscando em cada sorriso o calor de um irmão disposto
A me acarinhar e mostrar a vida,
Essa coisa de que apenas tenho ouvido falar.
Será que essa tal de vida é parecida com minha mãe ?
Oh, como minha mãe é linda e meiga, como gosto dela...
Será que essa tal de vida a conhece ?
Eu acho que se ela conhecer a minha mãe vai gostar dela,
è por causa de que todo mundo gosta dela, a vida também vai gostar !
Quando eu conhecer a vida de que ocês falam, cês nem sabem
O que é que vou falar com ela : Vou falar assim, que queria
ter aquela comida que eu vejo os Meninos de Dona Maricotinha a comer,
assim num copinho, e que se ficar no sol some. É tão engraçado .
Um dia me deram dessa comida e eu fiquei olhando tanto
Que quando acordei ela tinha sumido, virou assim um caldo...
Mas era tão linda , às cores e com curvas !
Agora eu vou querer uma para comer de verdade, dessa vez
Eu não vou dormir. Ah, não vou não...
Eu quero muito conhecer essa tal de vida, porque me disseram
que essa tal de vida é muito boa, e como eu não tenho ninguém
Se ela quiser pode tomar conta de mim, eu gosto assim
Quando as pessoas me tratam bem e chamam de Menino da Rua ! (...)
Eu não quero roubar,pedir, chorar ou chatear, só estou querendo
Um pouco da sua atenção.
Talvez não tenha percebido, mas eu
Sou invisual e não conheço a vida, poderá me apresentar a ela ?
Jorge Joaquim Semião de Alencar
Montes Claros, 1993/07/05 (21:38 fim)
sexta-feira, novembro 12, 2004
Dizer, Ouvir e Entender
Disseste-me que estava atrasado,
e não te escutei.
Quando te beijei nos lábios,
não percebi.
Somente no gesto de despedida,
escutei, percebi e compreendi !
e não te escutei.
Quando te beijei nos lábios,
não percebi.
Somente no gesto de despedida,
escutei, percebi e compreendi !
quinta-feira, novembro 04, 2004
HOMEM
Homens,
Quem os não teve ?
Quem os não têm ?
Que é feito de suas montadas ?
Que é feito de suas montarias ?
Homem,
tempero de vida,
sal de uma aventura,
um homem e uma despedida
uma ilusão e outra amargura !
Homem,
fetiche à noite na abordagem
sombra de candura e temor,
e durante sua nupcial viagem
um terremoto de carinho e amor !
Homem,
soberbo animal de maus usos
que quando a manhã chega
descontente, abusos comete
e em todos se descarrega !
Homem,
ferida em coração sentida
pelo pesar do tempo passado
que em silêncio se vê perdida
sem vontade de olhar pró lado!
Homem,
sofrimento de uma vida,
de um dia e de uma mulher
caixa de papelão sem saída
retrato de animal sem saber !
Homem,
cintura grossa e feia,
figura desajeitada e rude,
que a todas faz teia e
enquanto dormem as ilude !
Homem,carrasco incansável
e soberano governador
que não descanças teu imutável
geito desconfiado de galanteador !
Homem,
que tanto te preservas
e em tudo indefines,
enquanto a nós desprezas,
quando à vida te redimes !
Homem,
não te desprezo
não te condeno e
nem te despeço,
apenas te aceno
com a simpatia cordial,de uma ...Mulher !!!
Vanessa D'Aurevelly
Belo Horizonte 1994
Quem os não teve ?
Quem os não têm ?
Que é feito de suas montadas ?
Que é feito de suas montarias ?
Homem,
tempero de vida,
sal de uma aventura,
um homem e uma despedida
uma ilusão e outra amargura !
Homem,
fetiche à noite na abordagem
sombra de candura e temor,
e durante sua nupcial viagem
um terremoto de carinho e amor !
Homem,
soberbo animal de maus usos
que quando a manhã chega
descontente, abusos comete
e em todos se descarrega !
Homem,
ferida em coração sentida
pelo pesar do tempo passado
que em silêncio se vê perdida
sem vontade de olhar pró lado!
Homem,
sofrimento de uma vida,
de um dia e de uma mulher
caixa de papelão sem saída
retrato de animal sem saber !
Homem,
cintura grossa e feia,
figura desajeitada e rude,
que a todas faz teia e
enquanto dormem as ilude !
Homem,carrasco incansável
e soberano governador
que não descanças teu imutável
geito desconfiado de galanteador !
Homem,
que tanto te preservas
e em tudo indefines,
enquanto a nós desprezas,
quando à vida te redimes !
Homem,
não te desprezo
não te condeno e
nem te despeço,
apenas te aceno
com a simpatia cordial,de uma ...Mulher !!!
Vanessa D'Aurevelly
Belo Horizonte 1994
quarta-feira, novembro 03, 2004
Eu ví
Eu ví o sol,
A lua , e as estrelas,
Certamente nos vímos !
Desci do alto, e me debrucei
sobre os livros amontoados,
encontrei nossa distância e
me olhei na primeira página :
-"Vencer"
Aí começa a história,
o conto, uma poesia,
um conto de fadas.
Fadas comprometidas com o belo
e que marcaram a distância entre
a realidade e minha fantasia...
Carlos Urbano de Sant' Ana
Belo Horizonte 1993
A lua , e as estrelas,
Certamente nos vímos !
Desci do alto, e me debrucei
sobre os livros amontoados,
encontrei nossa distância e
me olhei na primeira página :
-"Vencer"
Aí começa a história,
o conto, uma poesia,
um conto de fadas.
Fadas comprometidas com o belo
e que marcaram a distância entre
a realidade e minha fantasia...
Carlos Urbano de Sant' Ana
Belo Horizonte 1993
Black Out
Busquei,
por entre verdes esperanças
uma luz, que me iluminasse
encontrei, os olhos seus !
Límpidos, cristalinos e belos
se despedindo de nossa mesa.
Parei,
no tempo, na imagem suave
do rosto, esculpidos com afeto
e ternura,
tão delicados seus traços...e , parei !
Não sei, ainda não sei...
Talvez timidez e vergonha, mas
hei-de mais observar e
melhor detalhar... os seus detalhes !
Carlos Urbano de Sant' Ana
Belo Horizonte 1993
por entre verdes esperanças
uma luz, que me iluminasse
encontrei, os olhos seus !
Límpidos, cristalinos e belos
se despedindo de nossa mesa.
Parei,
no tempo, na imagem suave
do rosto, esculpidos com afeto
e ternura,
tão delicados seus traços...e , parei !
Não sei, ainda não sei...
Talvez timidez e vergonha, mas
hei-de mais observar e
melhor detalhar... os seus detalhes !
Carlos Urbano de Sant' Ana
Belo Horizonte 1993
quinta-feira, outubro 28, 2004
DORMI
Estendido, na esteira da vida
encontrei o sonho perdido
e nela escalei, para voar
de encontro ao Mundo !
Sentí as pernas,
braços e mente saindo,
e do brilho de seus olhos
extraí , a vaidade e o calor,
para assim me misturar
com suavidade em seu corpo e
toda a sua transparência.
Quando finalmente conseguira,
eis que os sentidos se desligaram
e toda a realidade se embarcou
pra longe, longe de mim !!!
Carlos Urbano de San't Ana
Montes Claros 19/09/1993
encontrei o sonho perdido
e nela escalei, para voar
de encontro ao Mundo !
Sentí as pernas,
braços e mente saindo,
e do brilho de seus olhos
extraí , a vaidade e o calor,
para assim me misturar
com suavidade em seu corpo e
toda a sua transparência.
Quando finalmente conseguira,
eis que os sentidos se desligaram
e toda a realidade se embarcou
pra longe, longe de mim !!!
Carlos Urbano de San't Ana
Montes Claros 19/09/1993
terça-feira, outubro 19, 2004
MULHER
Mulher, tu
Que amas, sem fronteiras
a todos os que carecem
de Amor e Fraternidade;
Tu que te divides entre
a saudade e a despedida
num banho de sol e vida
entre as vontades que
a tua alma ergue , e
entre os desejos que o
teu instinto persegue;
Tu que vives a angústia
do tempo em cada
momento de ilusão e que
pesadamente te
rendes à incondicional
sofridão do mundo, a Tí
Eu rendo minha homenagem,
a tí soletro
as letras que compõem
a mais bela palavra do alfabeto :
- Mulher !
Batista Ferreira
Belo Horizonte 1993/03/08
Que amas, sem fronteiras
a todos os que carecem
de Amor e Fraternidade;
Tu que te divides entre
a saudade e a despedida
num banho de sol e vida
entre as vontades que
a tua alma ergue , e
entre os desejos que o
teu instinto persegue;
Tu que vives a angústia
do tempo em cada
momento de ilusão e que
pesadamente te
rendes à incondicional
sofridão do mundo, a Tí
Eu rendo minha homenagem,
a tí soletro
as letras que compõem
a mais bela palavra do alfabeto :
- Mulher !
Batista Ferreira
Belo Horizonte 1993/03/08
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O tempo e os tempos
Foi aqui, no tempo Enquanto sorvia o teu silêncio, que Reclinando a cadeira, somei Todos os tempos, que vividos Através da pausa dos sen...